Dona Josefa, uma das moradoras do Bairro Laranjeiras,varria sua calçada como de costume. Eram sete horas da manhã quando o carro da propaganda passou na sua rua fazendo um anuncio que dizia.
"Atenção, senhores moradores do Bairro Laranjeiras, a presidente da Associação de Moradores Ana Rita, pede com urgência o comparecimento de todos na sede da Associação, logo mais às 20hs para tratar da segurança na comunidade."
Ela que fazia confusão com tudo o que acontecia no bairro largou a vassoura e correu para a casa da sua vizinha Tereza aos gritos.
- Mulher, tu ouviu o anuncio que a Rita fez, pedindo a nós que comparecémos na sede da Associação?
Josefa não deixou Tereza falar e tratou de despejar o seu veneno.
- O que ela quer com a segurança? Ela quer ser policial,hein? Não, ela vai ouvir poucas e boas.
Armou-se uma confusão devido ao comunicado que circulou nas ruas do Bairro. As pessoas fizeram um alvoroço, foi o assunto do dia.
A presidente da Associação chegou meia hora antes do combinado, mas já havia pessoas na frente da sede. Josefa que não entendeu o comunicado também chegou cedo, esta cruzou os braços, olhou para Clara que estava ao seu lado, e debochou.
- Lá vem o general!
Ana Rita deu boa noite, agradeceu a presença e o chamado dos moradores.
- Gostaria de comunicar a vocês que o assunto que temos a tratar é muito grave, é pertinente em todos os cantos do Brasil, e principalmente no nosso bairro Laranjeiras, que são as drogas.
Carlos um dos moradores e comerciante levantou o braço e perguntou.
-Dona Rita, o que nós temos haver com essa situação? Esse negócio de drogas não mudar em nada, nós vamos continuar na mesma. Os nossos jovens quando entram nesse mundo viram a cabeça, não percebem que é perigoso. E que nós podemos fazer pra mudar essa situação aqui em Laranjeiras?
-Eu sei que é dificil mudar essa realidade. Mas nós temos que trazer melhorias para o nosso bairro, como por exemplo, um posto policial que dê mais segurança aos moradores, palestras com especialistas como psicológos, e até os próprios policiais.
Solução todos nós temos, o dificil é fazer os governantes entenderem que o homem precisa mudar para melhorar enquanto cidadão. E que a dificuldade só existe quando não se resolve o problema.
Manuel Lima
Este será um espaço de comunicação para eu divulgar as minhas poesias e fotografias, além de compartilhar com outros valores artísticos culturais.E assim viabilizar o acesso a arte àqueles que tem sensibilidade. Manuel Lima
sábado, 4 de junho de 2011
Formações rochosas
sábado, 28 de maio de 2011
Ler é uma viagem!
Ler... viajar... imaginar
contar e recontar histórias.
Aprender com os livros
o sentido e o prazer
da leitura.
Manuel Lima
contar e recontar histórias.
Aprender com os livros
o sentido e o prazer
da leitura.
Manuel Lima
O Professor(a)
O professor(a) é cosciente do seu papel ao educar
as crianças e jovens,
quando proporciona a estes
um mundo mais digno,
um mundo com mais amor.
Um mundo sem agrssões físicas,
sem violência
e sem medo de enfrentar o próximo.
Sabendo que o amor contrói,
o amor muda o modo de pensar e agir.
O amor adoça a vida e nos tornam
mais capazes de perdoar.
Manuel Lima
as crianças e jovens,
quando proporciona a estes
um mundo mais digno,
um mundo com mais amor.
Um mundo sem agrssões físicas,
sem violência
e sem medo de enfrentar o próximo.
Sabendo que o amor contrói,
o amor muda o modo de pensar e agir.
O amor adoça a vida e nos tornam
mais capazes de perdoar.
Manuel Lima
Rita da Glória, a falsa donzela
Rita da Glória,a falsa donzela
Acompanhe essa história
que vou lhe contar
é a de Rita da Glória
que vive a lamentar,
por morar na favela
um humilde lar.
Preste bastante atenção
no fato que assucedeu,
foi na favela do Lixão,
em meio a ódio e raiva
que Rita da Glória
quase enloqueceu.
Era hora da janta
que a jovem se espanta,
e diz:- eu comer toucim!
não tem quem faça
esse troço querer
prefiro o meu fim.
Você não tem querer!
Diz sua mãe nervosa.
- Tá pensando o quê?
Que quer uma vida luxuosa?
Trabalhe pra melhor comer
e viver num mar de rosa.
Dizem que mulher bonita
tem muita imaginãção,
mas a quem acredita
que pode ser arte do cão.
mas será que Rita
vendeu o seu coração?
Uma semana se passou
do triste episódio,
e a vida de Rita mudou,
não tinha mais ódio.
Era comida boa todo dia
do jeito que a moça sonhou.
E a mãe de Rita perguntou:
- filha, o que faz na cidade?
- trabalho na casa de um doutor,
essa é a verdade
minha mãe querida,
foi uma amiga que arrumou.
De fato você é bonita,
essa é a verdade,
e eu fico preocupada
com os homens da cidade.
ouviu Rita
fique bem preparada.
Então veio a desconfiança
de dona Maroca
moradora da favela,
que fala da vida alheia
e faz fofoca
olhando pela janela.
Mulher tu viu
como Rita tá diferente?
Anda toda enfeitada
e bem decente,
mas a mãe coitada
parece uma indigente.
-Dizem que trabalha
lá na cidade,
foi a Maria que me contou.
Não sei se é verdade
essa história
mas é na casa de um doutor.
-Maroca tu tem razão
de tá desconfiada,
dizem que aqui no Lixão
até pra mãe ela mentiu,
pois tem homem na jogada
foi o boato que surgiu.
o caso de Rita
logo foi comentado
pelos becos e ruelas
de toda a favela,
e o segredo espalhado
como falsa donzela.
Ao saber que a filha fingia
a mãe ficou descontrolada
correu como louca
caiu no chão, deu agonia
até tirou a roupa,
foi pro hospital amarrada.
Ao saber da noticia
que sua mãe foi enternada,
Rita ficou preocupada
pela saúde de dona Sofia,
pois estava encrencada
pela sua rebeldia.
No leito do hospital
viu sua acamada,
chorava e queria seu perdão
pois se sentia mal,
e era culpada
pela grande confusão.
Fique você sabendo
que sou sua mãe
não sou uma qualquer
não devia ter fingido,
muito menos mentido
pra conseguir o que quer.
Eu não aguentava
viver naquele lugar
e totalmente infeliz,
via o que a senhora passava
pra nos sustentar,
me desculpe pelo o que fiz.
Eu acho que você sabe
o que é coração de mãe,
e que dentro dele cabe
o amor e a alegria.
Vamos apagar essa história
minha pequena Maria.
Essa é mais uma história
que passa pela cancela
e fica na memória,
seu nome, Rita da Glória,
a falsa donzela
que mora na favela.
Manuel Lima
Acompanhe essa história
que vou lhe contar
é a de Rita da Glória
que vive a lamentar,
por morar na favela
um humilde lar.
Preste bastante atenção
no fato que assucedeu,
foi na favela do Lixão,
em meio a ódio e raiva
que Rita da Glória
quase enloqueceu.
Era hora da janta
que a jovem se espanta,
e diz:- eu comer toucim!
não tem quem faça
esse troço querer
prefiro o meu fim.
Você não tem querer!
Diz sua mãe nervosa.
- Tá pensando o quê?
Que quer uma vida luxuosa?
Trabalhe pra melhor comer
e viver num mar de rosa.
Dizem que mulher bonita
tem muita imaginãção,
mas a quem acredita
que pode ser arte do cão.
mas será que Rita
vendeu o seu coração?
Uma semana se passou
do triste episódio,
e a vida de Rita mudou,
não tinha mais ódio.
Era comida boa todo dia
do jeito que a moça sonhou.
E a mãe de Rita perguntou:
- filha, o que faz na cidade?
- trabalho na casa de um doutor,
essa é a verdade
minha mãe querida,
foi uma amiga que arrumou.
De fato você é bonita,
essa é a verdade,
e eu fico preocupada
com os homens da cidade.
ouviu Rita
fique bem preparada.
Então veio a desconfiança
de dona Maroca
moradora da favela,
que fala da vida alheia
e faz fofoca
olhando pela janela.
Mulher tu viu
como Rita tá diferente?
Anda toda enfeitada
e bem decente,
mas a mãe coitada
parece uma indigente.
-Dizem que trabalha
lá na cidade,
foi a Maria que me contou.
Não sei se é verdade
essa história
mas é na casa de um doutor.
-Maroca tu tem razão
de tá desconfiada,
dizem que aqui no Lixão
até pra mãe ela mentiu,
pois tem homem na jogada
foi o boato que surgiu.
o caso de Rita
logo foi comentado
pelos becos e ruelas
de toda a favela,
e o segredo espalhado
como falsa donzela.
Ao saber que a filha fingia
a mãe ficou descontrolada
correu como louca
caiu no chão, deu agonia
até tirou a roupa,
foi pro hospital amarrada.
Ao saber da noticia
que sua mãe foi enternada,
Rita ficou preocupada
pela saúde de dona Sofia,
pois estava encrencada
pela sua rebeldia.
No leito do hospital
viu sua acamada,
chorava e queria seu perdão
pois se sentia mal,
e era culpada
pela grande confusão.
Fique você sabendo
que sou sua mãe
não sou uma qualquer
não devia ter fingido,
muito menos mentido
pra conseguir o que quer.
Eu não aguentava
viver naquele lugar
e totalmente infeliz,
via o que a senhora passava
pra nos sustentar,
me desculpe pelo o que fiz.
Eu acho que você sabe
o que é coração de mãe,
e que dentro dele cabe
o amor e a alegria.
Vamos apagar essa história
minha pequena Maria.
Essa é mais uma história
que passa pela cancela
e fica na memória,
seu nome, Rita da Glória,
a falsa donzela
que mora na favela.
Manuel Lima
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Podemos mudar sim,tudo é possível
O que fará o homem
no momento atual
para o desenvolvimento social
e sustentável do país?
Não se negar dos seus compromissos,
não ser omisso
nas suas ações e na cooperação
do engrandecimento de uma política
que dê mais credibilidade.
Não devemos só traçar planos
e deixá-los de cumprir.
Não devemos aglomerar pessoas
e não entendê-las.
Devemos sim,pensar que todos
buscam o melhor enquanto homem.
Para que no momento presente
possamos cuidar de nossos jovens
e fazê-los mais capazes.
Para enfrentarem a sociedade em que vivem,
e não torná-los adultos sem perspectivas.
No entanto é preciso criar meios e maneiras
de qualificá-los para o mercado de trabalho.
Agora, a sociedade civil
e os governantes tem que pensar na juventude
como um ser que pode aprimorar-se
antes mesmo de enfrentar
o primeiro emprego,
para não sairem frustrados
na primeira porta que se fecha.
O jovem não é algo distante,
é o momento presente
que avança com a tecnologia
e questões sociais
que não são resolvidas,
vendo que que há muito culpados
por não cobrarem com eloquência
dos nossos políticos
dos quais nós confiamos.
Para tanto, é preciso
erguermos a cabeça
e não termos medo
do possa nos acontecer.
Afinal, somos capazes
de mudar e desenvolver
a nossa cidade,
o nosso estado,
o nosso país.
Manuel Lima
O que fará o homem
no momento atual
para o desenvolvimento social
e sustentável do país?
Não se negar dos seus compromissos,
não ser omisso
nas suas ações e na cooperação
do engrandecimento de uma política
que dê mais credibilidade.
Não devemos só traçar planos
e deixá-los de cumprir.
Não devemos aglomerar pessoas
e não entendê-las.
Devemos sim,pensar que todos
buscam o melhor enquanto homem.
Para que no momento presente
possamos cuidar de nossos jovens
e fazê-los mais capazes.
Para enfrentarem a sociedade em que vivem,
e não torná-los adultos sem perspectivas.
No entanto é preciso criar meios e maneiras
de qualificá-los para o mercado de trabalho.
Agora, a sociedade civil
e os governantes tem que pensar na juventude
como um ser que pode aprimorar-se
antes mesmo de enfrentar
o primeiro emprego,
para não sairem frustrados
na primeira porta que se fecha.
O jovem não é algo distante,
é o momento presente
que avança com a tecnologia
e questões sociais
que não são resolvidas,
vendo que que há muito culpados
por não cobrarem com eloquência
dos nossos políticos
dos quais nós confiamos.
Para tanto, é preciso
erguermos a cabeça
e não termos medo
do possa nos acontecer.
Afinal, somos capazes
de mudar e desenvolver
a nossa cidade,
o nosso estado,
o nosso país.
Manuel Lima
sábado, 21 de maio de 2011
terça-feira, 20 de julho de 2010
O teatro é transformador!

Na cena o Grupo Lua Cheia de Teatro de Aracati-Ceará,que em maio de 2007 invade o Largo da Ordem, cidade de Curitiba,onde acontece uma movitada feira nos mais diversos artigos.Ocasião que participou da Vírgilia Internacional da AIDS.
Foto:Douglas Miranda
Saiba mais como Douglas e seus amigos ajudam as pessoas que estão com soro positivo,
a se recuperarem e levarem uma vida normal, visitando o sitio:www.grupoamigos.com.br
ou mande uma mensagem pelo e-mail:grupoamigosctbapr@hotmail.com
À Sombra de Uma Árvore
Meu coração se enche de luz a olhar as maravilhosas árvores que o criador plantou. E diante dessa imensidão quero dizer que desejo à sombra de uma árvore que dá abrigo, e não nega o repouso a quem se sente afrontado e cansado após enfrentar um sol escaldante.
Então, debaixo desta árvore abro os braços, sinto a brisa bater na minha face e digo: se é a mim, e a outros que dais abrigo, de certo modo procuro compreender, e não excluir o ombro que pode amparar-me para dar apoio. Assim, neste momento de reflexição e ordenamento de minha alma, empreste-me o teu ouvido, e a tua paciência, porque o teu coração, concertesa consegui chegar e fazer com que ele esteja voltado, não só para mim, mas para todos aqueles que a sociedade os despreza.
O teu colo amigo, é minha casa, a tua generosidade o irmão que me faz esquecer os problemas. Quanto ao teu calor humano posso dizer que é a cama na qual eu repouso e adormeço, no cansaço de um “NÃO” duro e cruel pelo desprezo da sociedade.
Eu não tenho culpa de ser o fruto podre que a sociedade e a comunidade plantaram e tão pouco quiseram colher. Também quero indagar: o que quer dizer fraternidade? Será que fraternidade é sinônimo de desprezo? Creio que não, creio que ser fraterno é fazer um gesto de amor, de ajuda mútua e carinho. Compartilhando as nossas virtudes na sensatez que há em todo cristão.
Nossa história amigo, não é uma fábula, muito menos literatura criada, mas uma história real, diante do que o homem foi predestinado. E a vida que tenho não foi inventada por mim, e sim, escrita a partir dos preceitos de minha família.
Manuel Lima
Então, debaixo desta árvore abro os braços, sinto a brisa bater na minha face e digo: se é a mim, e a outros que dais abrigo, de certo modo procuro compreender, e não excluir o ombro que pode amparar-me para dar apoio. Assim, neste momento de reflexição e ordenamento de minha alma, empreste-me o teu ouvido, e a tua paciência, porque o teu coração, concertesa consegui chegar e fazer com que ele esteja voltado, não só para mim, mas para todos aqueles que a sociedade os despreza.
O teu colo amigo, é minha casa, a tua generosidade o irmão que me faz esquecer os problemas. Quanto ao teu calor humano posso dizer que é a cama na qual eu repouso e adormeço, no cansaço de um “NÃO” duro e cruel pelo desprezo da sociedade.
Eu não tenho culpa de ser o fruto podre que a sociedade e a comunidade plantaram e tão pouco quiseram colher. Também quero indagar: o que quer dizer fraternidade? Será que fraternidade é sinônimo de desprezo? Creio que não, creio que ser fraterno é fazer um gesto de amor, de ajuda mútua e carinho. Compartilhando as nossas virtudes na sensatez que há em todo cristão.
Nossa história amigo, não é uma fábula, muito menos literatura criada, mas uma história real, diante do que o homem foi predestinado. E a vida que tenho não foi inventada por mim, e sim, escrita a partir dos preceitos de minha família.
Manuel Lima
Charlotte, uma pata sonhadora
Charlotte é uma pata que nasceu com uma plumagem muito bonita, ela vai do azul-marinho, e o branco por volta de suas asas, no pescoço um preto aveludado com cinza. É uma pata sonhadora e aventureira, nasceu no Sitio Sonho Encantado, uma propriedade do senhor Joaquim Gonçalves, este lugar é tranqüilo e afastado da cidade, longe da poluição, onde respirar ar puro é ter saúde.
Sua história começa assim: certa vez a mãe de Charlotte, a dona Zanú começou a botar ovos, e acarinhando dizia.
- Agora eu vou ter os meus filhotes como sempre sonhei. Farei um bom ninho para esquentá-los e ficarei até que eles possam nascer. Assim fez dona Zanú, como toda mãe dedicada, passou dias e dias protegendo os ovos. Até que finalmente o dia chega,e os patinhos começam a bicar os ovos,crac...crac...crac...com este afloramento da vida dona Zanú enchia seu coração de felicidade.
Dessa gostosa paixão de mãe nasceram quatro patinhos, e entre os quatro, havia uma linda patinha, que logo foi chamada de Charlotte. O que dona Zanú não imaginava e muito menos esperava era a reação desequilibrada do senhor Joaquim Gonçalves, em tirar os patinhos debaixo de suas asas. Mas como toda boa mãe, e guerreira, dona Zanú se armou com palavras para defender os seu filhotes e impedir que ele os tire, e faça uma maldade descabida.
Ele se aproxima com cara de mal. Fica calado se torcendo de um lado para outro. E dona Zanú meio desconfiada diz.
- Por favor, senhor Joaquim, não leve os meus filhotes, eu sonhei muito, mas muito por este momento. Agora quer arrancá-los de mim. Como se atreve a fazer esse ato desumano? Ele em cóleras olhou firme nos seus olhos e começou a vomitar palavras de desagravo.
- Olha aqui, sua pata velha!... Você pode gritar, chorar e até espernear, que eu vou tirar eles sim! E não esqueça que eu já fiz muito por você.
- Não, não é por mim, é pelos os meus filhos. E o senhor não tem o direito de fazer isso, eu sempre ouvi o senhor falando pelos quatro cantos desse sitio.” Eu amo a natureza,ela é minha vida.” Como pode abrir a boca pra falar que ama a natureza e agora quer destruí-la?
- Há momentos na vida que a gente enjoa rápido, pouco devemos gostar.
- Será que gostar é destruir o que chamamos de preservar? Não, isso não conta! Quem ama cuida, e quem cuida, zela pela sua vida, e a do seu próximo.
Por uns instantes o senhor Joaquim Gonçalves ficou em silêncio, baixou a cabeça e lembrou-se da grande bobagem que ia fazer com uma de suas criaturas.
- Peço que me desculpe, só agora me dei conta que estou sendo desumano, não sei o que passou pela minha cabeça assim que vi seus filhotes . A senhora tem razão, devemos sim, amar a quem nos ama, não maltratar a quem nunca fez mal para alguém, só nos dá felicidade e beleza. Por que destruí-la?
Feliz e aliviada, dona Zanú abriu as asas puxou seus filhotes para baixo de seu corpo.Enquanto o senhor Joaquim afastava-se do chiqueiro. Alguns dias se passaram, e a felicidade estava de volta no Sitio Sonho Encantado. E todos os dias senhor Joaquim era só cuidados.
Trecho do Livro Charlotte,uma pata sonhadora.Será destinado ao público infanto-juvenil.
Autoria: Manuel Lima
Sua história começa assim: certa vez a mãe de Charlotte, a dona Zanú começou a botar ovos, e acarinhando dizia.
- Agora eu vou ter os meus filhotes como sempre sonhei. Farei um bom ninho para esquentá-los e ficarei até que eles possam nascer. Assim fez dona Zanú, como toda mãe dedicada, passou dias e dias protegendo os ovos. Até que finalmente o dia chega,e os patinhos começam a bicar os ovos,crac...crac...crac...com este afloramento da vida dona Zanú enchia seu coração de felicidade.
Dessa gostosa paixão de mãe nasceram quatro patinhos, e entre os quatro, havia uma linda patinha, que logo foi chamada de Charlotte. O que dona Zanú não imaginava e muito menos esperava era a reação desequilibrada do senhor Joaquim Gonçalves, em tirar os patinhos debaixo de suas asas. Mas como toda boa mãe, e guerreira, dona Zanú se armou com palavras para defender os seu filhotes e impedir que ele os tire, e faça uma maldade descabida.
Ele se aproxima com cara de mal. Fica calado se torcendo de um lado para outro. E dona Zanú meio desconfiada diz.
- Por favor, senhor Joaquim, não leve os meus filhotes, eu sonhei muito, mas muito por este momento. Agora quer arrancá-los de mim. Como se atreve a fazer esse ato desumano? Ele em cóleras olhou firme nos seus olhos e começou a vomitar palavras de desagravo.
- Olha aqui, sua pata velha!... Você pode gritar, chorar e até espernear, que eu vou tirar eles sim! E não esqueça que eu já fiz muito por você.
- Não, não é por mim, é pelos os meus filhos. E o senhor não tem o direito de fazer isso, eu sempre ouvi o senhor falando pelos quatro cantos desse sitio.” Eu amo a natureza,ela é minha vida.” Como pode abrir a boca pra falar que ama a natureza e agora quer destruí-la?
- Há momentos na vida que a gente enjoa rápido, pouco devemos gostar.
- Será que gostar é destruir o que chamamos de preservar? Não, isso não conta! Quem ama cuida, e quem cuida, zela pela sua vida, e a do seu próximo.
Por uns instantes o senhor Joaquim Gonçalves ficou em silêncio, baixou a cabeça e lembrou-se da grande bobagem que ia fazer com uma de suas criaturas.
- Peço que me desculpe, só agora me dei conta que estou sendo desumano, não sei o que passou pela minha cabeça assim que vi seus filhotes . A senhora tem razão, devemos sim, amar a quem nos ama, não maltratar a quem nunca fez mal para alguém, só nos dá felicidade e beleza. Por que destruí-la?
Feliz e aliviada, dona Zanú abriu as asas puxou seus filhotes para baixo de seu corpo.Enquanto o senhor Joaquim afastava-se do chiqueiro. Alguns dias se passaram, e a felicidade estava de volta no Sitio Sonho Encantado. E todos os dias senhor Joaquim era só cuidados.
Trecho do Livro Charlotte,uma pata sonhadora.Será destinado ao público infanto-juvenil.
Autoria: Manuel Lima
É Bom Ser Criança
Eu tenho que aprender
Pra ser um cidadão,
Eu tenho que tá na escola
E aprender a lição.
Ai como é bom ser criança
E manter a esperança
Pra estudar.
Ai como é ser criança
E ter um professor pra ensinar.
Só assim posso aprender
Pra vencer na vida,
Brincar de sonhos reais
Pra eu não ser esquecida.
Só assim posso crescer
E saber amar,
Essa mão estendida.
Que me dá amor
Carinho e atenção,
Me dá cultura lazer
Pra eu ser um cidadão.
Manuel Lima
Pra ser um cidadão,
Eu tenho que tá na escola
E aprender a lição.
Ai como é bom ser criança
E manter a esperança
Pra estudar.
Ai como é ser criança
E ter um professor pra ensinar.
Só assim posso aprender
Pra vencer na vida,
Brincar de sonhos reais
Pra eu não ser esquecida.
Só assim posso crescer
E saber amar,
Essa mão estendida.
Que me dá amor
Carinho e atenção,
Me dá cultura lazer
Pra eu ser um cidadão.
Manuel Lima
Brincadeira de Roda
É na brincadeira de roda
É na brincadeira de rodar,
Que vejo girar o pião
Quando o menino vai jogar.
Pois na brincadeira de roda
Gira meu pensamento feito carrossel,
E imitando o giro do mundo
Faz o gira... gira... girassol.
Feito pluma olhando pro céu.
Na brincadeira de roda
Ainda gira meu coração
No rodopio do vento,
Quando sopra forte e lento
Pra roda do catavento
A água puxar.
E que outra brincadeira ainda roda
Se a gente quiser girar?
Ainda rodam tontos e arfantes
Com gritos de euforia
O menino e a menina
Na maravilhosa roda gigante
Com suspiros de alegria.
Manuel Lima
É na brincadeira de rodar,
Que vejo girar o pião
Quando o menino vai jogar.
Pois na brincadeira de roda
Gira meu pensamento feito carrossel,
E imitando o giro do mundo
Faz o gira... gira... girassol.
Feito pluma olhando pro céu.
Na brincadeira de roda
Ainda gira meu coração
No rodopio do vento,
Quando sopra forte e lento
Pra roda do catavento
A água puxar.
E que outra brincadeira ainda roda
Se a gente quiser girar?
Ainda rodam tontos e arfantes
Com gritos de euforia
O menino e a menina
Na maravilhosa roda gigante
Com suspiros de alegria.
Manuel Lima
Liberdade de Criança
Vejo por entre os dedos
Escorrer a liberdade:
Sem medida,
Sem rumos,
E sem fronteiras.
E que no meu mundo
Eu possa sonhar, sonhar, sonhar...
Loucos sonhos e fantasias,
Onde eu, só eu, posso realizá-los.
Enquanto criança
Posso andar nos campos
Sentir o cheiro do mato,
Estar descalço
E ir ao encontro da natureza.
E que o vento possa sacudir
Os meus cabelos.
E eu nunca deixe ser criança,
Sem limites
E sem horizontes.
Manuel Lima
Escorrer a liberdade:
Sem medida,
Sem rumos,
E sem fronteiras.
E que no meu mundo
Eu possa sonhar, sonhar, sonhar...
Loucos sonhos e fantasias,
Onde eu, só eu, posso realizá-los.
Enquanto criança
Posso andar nos campos
Sentir o cheiro do mato,
Estar descalço
E ir ao encontro da natureza.
E que o vento possa sacudir
Os meus cabelos.
E eu nunca deixe ser criança,
Sem limites
E sem horizontes.
Manuel Lima
quarta-feira, 7 de julho de 2010
O 22 de Agosto
1
( Clara está em sua casa organizando seus livros para fazer um trabalho de pesquisa sobre o Folclore brasileiro, e aguarda a amiga Bela. Que entra feito uma ventania.)
Bela – Clara,Clara me desculpe. Eu já tinha esquecido o nosso combinado.
Clara – Agora respira, toma um pouquinho desse suco, e mãos a obra.Menina, eu já estava aperreada e sem saber o que fazer. Não esqueça Belinha, esse trabalho é muito importante para nós.
Bela – É claro que sei amiga. Mas me diga ai, o que você pensou para iniciarmos o trabalho?
Claro – Me passou muitas imagens pela cabeça, então resolvi começar com este poema.
Serena a paz renovadora
Da aliança natalina,
Que busca em todo cristão
A luz da estrela que nos guia,
Como a mesma que levou
Os três reis ao menino Jesus.
( Após a leitura do poema entram Maria e José com o menino Jesus nos braços.)
Bela – Que maravilha Clara! Estou vendo que vai valer a pena os nossos esforços para aprendermos sobre a cultura do nosso povo.
Clara – Você não pode esquecer que tudo tem uma seqüência.
Bela – Como assim, uma seqüência?
Clara – Veja bem, nós iniciamos o nosso trabalho com um poema que fala sobre o Natal, que é em dezembro. E o que vem depois?
Bela – Vem janeiro com a tradição do Reisado, que são pessoas caracterizadas, fazendo a folia de reis, de cada região, e isso se chama tradição, manter a cultura viva.( Nesse momento entram os atores caracterizados fazendo a Folia de Reis. Quando os reis saem Bela começa a dar pulos no ritmo do Carnaval, nisso Clara grita.)
Clara – Ei mocinha, que isso, pirou? Quer parar com esses pulos, parece que está maluca.
Bela – Eu não estou maluca, estou animada. Por isso estou seqüenciando, não é isso mesmo,hein!
Clara – Engraçadinha, nós não estamos aqui para contar piadas.
Bela – Está bem, está bem. Eu só entrei no ritmo ( Faz uma batucada com a boca.)
2
Clara – Já que entrou no ritmo, então me diga o que vem agora?
Bela – Vem... vem... ( Começa a dançar quando Clara solta outro grito.)
Clara – Para,para você está me irritando.
Bela – Calma fofíssima! Com toda a minha ginga e meu entusiasmo,quero dizer que em fevereiro tem carnaval, onde eu solto as minhas energias, e tudo que eu tenho direito.
Clara – È, tem direito. E se não fizer o trabalho certo, tem o direito de exigir nota?
Bela – Não. Mas mesmo assim eu tenho direito de saber sobre a cultura do nosso povo, e entender melhor essa riqueza cultural.
Clara- ( Enquanto Bela fala, Clara está pensativa.)Bom, já falamos sobre o Natal, o Carnaval e o Reisado, que outras coisas poderíamos acrescentar?
Bela – Por uns instantes eu estive a pensar. Algumas pessoas estão afastadas da religião católica. E o que leva outras a pensarem no misticismo da religião?
Clara – Ora Bela, a fé. Principalmente para os agricultores, que em época de inverno tem um santo protetor que é São José.
Bela – E que é comemorado no dia 19 de março, nesse dia eles esperam cair muita chuva, para terem um bom plantio e uma boa colheita. ( Nesse momento entra uma procissão.)
Clara – Quando isso acontece tem fartura e agricultores satisfeitos.
Bela – Satisfeitas quem vai ficar somos nós, quando este trabalho estiver pronto. E nosso aprendizado mais rico de conhecimentos.
Clara – Porque afinal de contas, em um país como nosso, quem não se comunica , se trombica.
Bela – Taí Clara, quem não se comunica se trombica. De certo modo tem tudo haver com a EDUCAÇÃO e a CULTURA que é mal preservada, apesar de existir pessoas preocupadas com o bem estar da comunicação que ninguém sabe se ela social ou política.
Clara – Sabe por que tudo isso ? Porque eles misturam como se fosse arroz com feijão.
Bela – Bom, mas nós não estamos aqui para discutirmos isso ou aquilo, quem somos nós, se nem o direito de democracia nós temos. Por tanto, não vamos discutir esse assunto, ele pode nos distanciar do nosso trabalho.
Clara – Falar em trabalho Bela, você viu quanto bem material e imaterial nós temos observando o nosso FOLCLORE.
3
Bela – Pena que o nosso povo não preserva e nunca se interessa, vendo que a nossa vida está ligada dentro de todo esse contexto sócio-cultural.
Clara – E não é isso não. O povo não procura se informar e tão pouco formar o seu núcleo de tradição. Dessa forma estamos resgatando o que foi perdido.
Bela – Por isso é que foi criado o dia 22 de Agosto.
Clara – Muito bem lembrado Bela.
Bela – Por quê bem lembrado?
Clara – Escute só o que vou lhe falar. William John Thoms arqueólogo inglês escreveu uma carta ao The Athenaum de Londres, que foi publicada a 22 de agosto de 1846...
Bela – E o que estava escrito nesta carta, você sabe?
Clara – Ele queria que fosse proposto o termo Folck e Lore. Que Folck quer dizer povo e Lore saber. Traduzindo, e trocando em miúdos são usos e costumes dos povos antigos. Como lendas, comidas,danças e uma infinidade de saberes da cultura popular.
Bela – Você esqueceu um detalhe...
Clara – Que detalhe eu esqueci dessa vez?
Bela – Que aqui no Brasil o presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, instituiu o dia do FOLCLORE através da lei 56.747, que ficou oficializada a 22 de agosto de 1965, aprovado no Congresso Internacional de Folclore.
Clara – Bravíssimo Bela! Agora pra que não tenhamos supertições, e crendices populares, e sim, provérbios, adivinhações e muitas, muitas quadrinhas como essa:
Com P escrevo paixão
Com A escrevo amor
Com C escrevo Cristovão
No meu coração.
Bela – Agora eu.
Com T escrevo trabalho
Com D dedicação
Com C escrevo Clara
Pra ser a minha salvação.
O 22 de Agosto
4
Clara- Ah, Bela, não venha de novo com suas piadinhas, que o caso aqui é sério. E olhe que o nosso Folclore é muito extenso. Graças a diversidade de seu povo, e seus valores culturais.
Bela – Mas as piadas são marcas da nossa cultura popular, que o diga Pedro Malasartes,João Grilo e as presepadas do Saci Pererê. Agora se você não gosta de piadas, só tenho a dizer que esse trabalho vai dar forró,frevo,axé,cantigas de roda e diversão como eu gosto. Ah,que dia proveitoso!...
Clara – Proveitoso o suficiente para que nós duas não esqueçamos, e outros povos venham aprender, como aprendemos de maneira divertida.
Bela – É como diz o ditado popular...
Clara – Já sei. “ Um povo sem cultura, é um povo sem memória!
Entram todos os atores dançando, um ritmo folclórico.
Texto - Manuel Lima
( Clara está em sua casa organizando seus livros para fazer um trabalho de pesquisa sobre o Folclore brasileiro, e aguarda a amiga Bela. Que entra feito uma ventania.)
Bela – Clara,Clara me desculpe. Eu já tinha esquecido o nosso combinado.
Clara – Agora respira, toma um pouquinho desse suco, e mãos a obra.Menina, eu já estava aperreada e sem saber o que fazer. Não esqueça Belinha, esse trabalho é muito importante para nós.
Bela – É claro que sei amiga. Mas me diga ai, o que você pensou para iniciarmos o trabalho?
Claro – Me passou muitas imagens pela cabeça, então resolvi começar com este poema.
Serena a paz renovadora
Da aliança natalina,
Que busca em todo cristão
A luz da estrela que nos guia,
Como a mesma que levou
Os três reis ao menino Jesus.
( Após a leitura do poema entram Maria e José com o menino Jesus nos braços.)
Bela – Que maravilha Clara! Estou vendo que vai valer a pena os nossos esforços para aprendermos sobre a cultura do nosso povo.
Clara – Você não pode esquecer que tudo tem uma seqüência.
Bela – Como assim, uma seqüência?
Clara – Veja bem, nós iniciamos o nosso trabalho com um poema que fala sobre o Natal, que é em dezembro. E o que vem depois?
Bela – Vem janeiro com a tradição do Reisado, que são pessoas caracterizadas, fazendo a folia de reis, de cada região, e isso se chama tradição, manter a cultura viva.( Nesse momento entram os atores caracterizados fazendo a Folia de Reis. Quando os reis saem Bela começa a dar pulos no ritmo do Carnaval, nisso Clara grita.)
Clara – Ei mocinha, que isso, pirou? Quer parar com esses pulos, parece que está maluca.
Bela – Eu não estou maluca, estou animada. Por isso estou seqüenciando, não é isso mesmo,hein!
Clara – Engraçadinha, nós não estamos aqui para contar piadas.
Bela – Está bem, está bem. Eu só entrei no ritmo ( Faz uma batucada com a boca.)
2
Clara – Já que entrou no ritmo, então me diga o que vem agora?
Bela – Vem... vem... ( Começa a dançar quando Clara solta outro grito.)
Clara – Para,para você está me irritando.
Bela – Calma fofíssima! Com toda a minha ginga e meu entusiasmo,quero dizer que em fevereiro tem carnaval, onde eu solto as minhas energias, e tudo que eu tenho direito.
Clara – È, tem direito. E se não fizer o trabalho certo, tem o direito de exigir nota?
Bela – Não. Mas mesmo assim eu tenho direito de saber sobre a cultura do nosso povo, e entender melhor essa riqueza cultural.
Clara- ( Enquanto Bela fala, Clara está pensativa.)Bom, já falamos sobre o Natal, o Carnaval e o Reisado, que outras coisas poderíamos acrescentar?
Bela – Por uns instantes eu estive a pensar. Algumas pessoas estão afastadas da religião católica. E o que leva outras a pensarem no misticismo da religião?
Clara – Ora Bela, a fé. Principalmente para os agricultores, que em época de inverno tem um santo protetor que é São José.
Bela – E que é comemorado no dia 19 de março, nesse dia eles esperam cair muita chuva, para terem um bom plantio e uma boa colheita. ( Nesse momento entra uma procissão.)
Clara – Quando isso acontece tem fartura e agricultores satisfeitos.
Bela – Satisfeitas quem vai ficar somos nós, quando este trabalho estiver pronto. E nosso aprendizado mais rico de conhecimentos.
Clara – Porque afinal de contas, em um país como nosso, quem não se comunica , se trombica.
Bela – Taí Clara, quem não se comunica se trombica. De certo modo tem tudo haver com a EDUCAÇÃO e a CULTURA que é mal preservada, apesar de existir pessoas preocupadas com o bem estar da comunicação que ninguém sabe se ela social ou política.
Clara – Sabe por que tudo isso ? Porque eles misturam como se fosse arroz com feijão.
Bela – Bom, mas nós não estamos aqui para discutirmos isso ou aquilo, quem somos nós, se nem o direito de democracia nós temos. Por tanto, não vamos discutir esse assunto, ele pode nos distanciar do nosso trabalho.
Clara – Falar em trabalho Bela, você viu quanto bem material e imaterial nós temos observando o nosso FOLCLORE.
3
Bela – Pena que o nosso povo não preserva e nunca se interessa, vendo que a nossa vida está ligada dentro de todo esse contexto sócio-cultural.
Clara – E não é isso não. O povo não procura se informar e tão pouco formar o seu núcleo de tradição. Dessa forma estamos resgatando o que foi perdido.
Bela – Por isso é que foi criado o dia 22 de Agosto.
Clara – Muito bem lembrado Bela.
Bela – Por quê bem lembrado?
Clara – Escute só o que vou lhe falar. William John Thoms arqueólogo inglês escreveu uma carta ao The Athenaum de Londres, que foi publicada a 22 de agosto de 1846...
Bela – E o que estava escrito nesta carta, você sabe?
Clara – Ele queria que fosse proposto o termo Folck e Lore. Que Folck quer dizer povo e Lore saber. Traduzindo, e trocando em miúdos são usos e costumes dos povos antigos. Como lendas, comidas,danças e uma infinidade de saberes da cultura popular.
Bela – Você esqueceu um detalhe...
Clara – Que detalhe eu esqueci dessa vez?
Bela – Que aqui no Brasil o presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, instituiu o dia do FOLCLORE através da lei 56.747, que ficou oficializada a 22 de agosto de 1965, aprovado no Congresso Internacional de Folclore.
Clara – Bravíssimo Bela! Agora pra que não tenhamos supertições, e crendices populares, e sim, provérbios, adivinhações e muitas, muitas quadrinhas como essa:
Com P escrevo paixão
Com A escrevo amor
Com C escrevo Cristovão
No meu coração.
Bela – Agora eu.
Com T escrevo trabalho
Com D dedicação
Com C escrevo Clara
Pra ser a minha salvação.
O 22 de Agosto
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Clara- Ah, Bela, não venha de novo com suas piadinhas, que o caso aqui é sério. E olhe que o nosso Folclore é muito extenso. Graças a diversidade de seu povo, e seus valores culturais.
Bela – Mas as piadas são marcas da nossa cultura popular, que o diga Pedro Malasartes,João Grilo e as presepadas do Saci Pererê. Agora se você não gosta de piadas, só tenho a dizer que esse trabalho vai dar forró,frevo,axé,cantigas de roda e diversão como eu gosto. Ah,que dia proveitoso!...
Clara – Proveitoso o suficiente para que nós duas não esqueçamos, e outros povos venham aprender, como aprendemos de maneira divertida.
Bela – É como diz o ditado popular...
Clara – Já sei. “ Um povo sem cultura, é um povo sem memória!
Entram todos os atores dançando, um ritmo folclórico.
Texto - Manuel Lima
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Bonecos Cabeçudos
Gagá...Gugu
Por ocasião da vida eu esperava vir ao mundo, e apreciar as coisas boas que rodeiam as pessoas, mesmo assim tem pessoas que são incapazes de amar o que Deus lhe deu de bonito e belo, que é a fantástica e maravilhosa natureza.
Posso dizer também que há uma máquina humana, que é capaz de gerar outro semelhante, e que muitas vezes essa máquina ela não quebra peças, no entanto está sempre pronta para funcionar,mas se arrepende... foi a partir desse arrependimento, e no comecinho da minha vida que fui rejeitado e ameaçado até a morte.
No meu mundo eu não odiava ninguém, nunca toquei o dedo em qualquer ser, eu sempre esperei paciente para que me dessem algo para comer, mas não foste capaz de matar minha fome, me deste veneno, com isso me encontrei em momentos difíceis e indefeso, sem ter como me defender , e sem armas para lutar,contra o ser indispresível que me atingiu, pois não gosto de violência.
Aos pouco fui morrendo, sem ao menos ter visto a entrada de outro mundo, que poderia também ser meu, e custasse o que custar, eu queria olhar de perto o falso amor que foi posto no coração daquele que tentou tirar a vida de uma criatura indefesa.
Vejam como é horrível ser pequeno e não saber se defender, muito menos sair de um transtorno que foi lançado dentro do mundo, onde o ar que eu respirava era poluído, e não havia alguém ao meu lado para acabar com essa negra e terrível atmosfera que se formou.
Agora, com tudo isso, é possível sim, perdoar e amar o seu próximo, mesmo que ele tenha ódio, aproxime-se dele, mostrando-se que és capaz de dialogar e tirá-lo da depressão em que vive essa pessoa. Sei que será dolorido pra mim, mas tenho que pedir-te desculpas pelo teu momento de fraqueza.
Desse modo prometa-me que pensarás duas vezes antes de agir, a tua semente não merecia ser destruída, só queria um pouco de amor.
Posso dizer também que há uma máquina humana, que é capaz de gerar outro semelhante, e que muitas vezes essa máquina ela não quebra peças, no entanto está sempre pronta para funcionar,mas se arrepende... foi a partir desse arrependimento, e no comecinho da minha vida que fui rejeitado e ameaçado até a morte.
No meu mundo eu não odiava ninguém, nunca toquei o dedo em qualquer ser, eu sempre esperei paciente para que me dessem algo para comer, mas não foste capaz de matar minha fome, me deste veneno, com isso me encontrei em momentos difíceis e indefeso, sem ter como me defender , e sem armas para lutar,contra o ser indispresível que me atingiu, pois não gosto de violência.
Aos pouco fui morrendo, sem ao menos ter visto a entrada de outro mundo, que poderia também ser meu, e custasse o que custar, eu queria olhar de perto o falso amor que foi posto no coração daquele que tentou tirar a vida de uma criatura indefesa.
Vejam como é horrível ser pequeno e não saber se defender, muito menos sair de um transtorno que foi lançado dentro do mundo, onde o ar que eu respirava era poluído, e não havia alguém ao meu lado para acabar com essa negra e terrível atmosfera que se formou.
Agora, com tudo isso, é possível sim, perdoar e amar o seu próximo, mesmo que ele tenha ódio, aproxime-se dele, mostrando-se que és capaz de dialogar e tirá-lo da depressão em que vive essa pessoa. Sei que será dolorido pra mim, mas tenho que pedir-te desculpas pelo teu momento de fraqueza.
Desse modo prometa-me que pensarás duas vezes antes de agir, a tua semente não merecia ser destruída, só queria um pouco de amor.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
O Cactus
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Queimados
Neste imenso sertão nordestino encontra-se encravado o pequeno povoado chamado Queimados, que aos poucos foi perdendo a sua cor, o desfalecimento da sua gente humilde, e ninguém sabia a razão pela qual os agricultores estavam desanimados, e que a cada minuto viam as suas lavouras e a terra sendo castigadas, virando torrão.
As plantações de mandioca, batata doce, melancia e entre outras, não tinham forças para germinarem, os grãos que foram guardados de feijão, milho e farinha estavam chegando ao fim.
E é aqui, cercado pelo quase verde do cerrado,da caatinga e na grande abundância do xique-xique, que mora o senhor Joaquim, em um simples casebre feito de madeira nativa, e coberto com palhas de coqueiro, homem que pela idade de quarenta e dois anos, estar além do seu tempo, totalmente envelhecido pela dura vida que leva para sobreviver com sua esposa Amélia, uma mulher jovem de trinta e oito anos, meio esquálida, mas ainda emoldura uma bela face com dois maravilhosos olhos verdes-claro, que dessa união nasceram três filhos.
A luta é sempre constante para extrair do pequeno pedaço de chão que herdara de seu pai, e assim tirar o sustento da família. Mesmo assim levanta-se todos os dias por volta das cinco horas da manhã, com seu filho mais velho, o Raimundo, um jovem de dezessete anos, que devido as circunstância de sua realidade, nunca fora a escola,desde os sete anos foi praticamente obrigado a lidar com o cabo da enxada, seu único lápis, que no chão vai traçando uma história que alguém jamais quer escrever.
O dia estava um calor de rachar os miolos, a desesperança era o que brotava nos franzinos corpos de dois bravos guerreiros da caatinga. Mas Raimundo estava quase sem forças, e no vai e vem da enxada leva a manga da camisa à testa, e pergunta com voz fraca ao pai.
- Pai, quando é que nóis vai ter água da chuva pra moíá nosso chão? O pai que estava totalmente desacreditado disse:
-Fio, será que Deus tem pena de nóis? Oia, que eu já fiz de tudo pra nossa famia não morrer de sede e fome.
Sob o sol escaldante, e em meio a terra seca eles prosseguiram arando, e com um único pensamento: terem o seu próprio sustento.Senhor Joaquim faz uma pequena pause para tomar água debaixo de um enorme e velho cajueiro.Ofegante e sem fôlego pega a cabaça, uma caneca e despeja alguns pingos de água para matar a sede, enquanto Raimundo sustentar firme o cabo da enxada como numa dança compassada.Neste mesmo dia que estava apenas começando, caminha com passos firmes um emblemático e misterioso homem, aparentado calma e serenidade, à medida que trás paz na fala. Enquanto segue pelos caminhos sinuosos de Queimados um vento suave é exalado por todo povoado , como se fosse um bálsamo, mas ao mesmo tempo o distinto homem fica perplexo com o que a sua vista alcança, e de longe avista o pequeno terreno e prossegue a sua caminhada, e para enfrente ao passadiço que levava ao roçado.Parou,franziu a testa, e avistara um homem que mais parecia um ancião sentado debaixo do cajueiro, com o olhar fixo e distante do seu solo tão querido, quando de repente se assusta com a voz que dizia:
- Moço, por que essa terra e seus moradores estão tristes e moribundos?
Seus pensamentos são interrompidos, seu coração bate acelerado, no susto eleva a caneca à boca para jogar dentro do corpo a última gota de água que existira, assim podia acalmar o nervosismo. E responder com o semblante desfigurado e olhos quase fechados devidos a luz forte do sol na direção em que se encontrava o visitante.
-Quem o senhor pensa que é, pra achegar assim dessa maneira? Quase morro afogado nessa caneca de água.O homem não levara muito em conta os modos do senhor Joaquim, apenas alargou um franco sorriso,abriu as mãos, encolheu a cabeça sobre os ombros e repete as palavras para tirar a sua dúvida.
- Eu só gostaria de saber porque as pessoas deste lugar estão moribundas, esquálidas...
- Esqua... o quê?
- O que eu quis dizer é que as pessoas estão magras.
Senhor Joaquim olhou no semblante do homem, e do seu modo simples, da roça e de quem nunca conheceu as letras respondeu:
- Oia aqui moço, num carece falá enrolado, nóis tá precisando é de água pra moía nossa terra, pelo menos da chuva. Já tem tempo que tamo tentando prantar e nada vinga, eu não sei mais o que dá pros meus fios, e num exeste outro trabaio.
Após ter ouvido o senhor Joaquim o homem prontamente desfiou.
- O senhor já ouviu falar em amor e perseverança para prosseguirmos com mais entusiasmo e acreditarmos que tudo é possível quando temos fé? Não me leve a mal, mas primeiro devemos mudar o nome deste lugar.Segundo pesarmos em nosso pai maior que é Deus, assim todos terão esperança para que possam alcançar essa graça tão esperada nas lavouras, e delas tirarem o seu próprio sustento.
Com um punhado de terra seca na mão, sol escaldante e sustentado sobre a enxada senhor Joaquim ouvira tudo, mas responde do seu jeito rude.
- Mas uma vez eu pregunto.Quem o moço pensa que é, pro mode chegar dessa maneira como se fosse o dono dessa terra, e fala que quer mudar o nome de Queimados? Nóis precisa é de comida,água e terra boa pra prantação e vivê em paz como todo cristão.
Com voz serena o distinto homem responde.
- Meu caro e bom homem, eu entendo a sua angústia e desesperança.Agora entenda que é preciso que nasça dentro de cada um deste lugar a semente do amor, onde será lançada à terra e dela vermos os campos florirem, onde poderão colher e dividir o pouco que cabe a cada um.
- Oia, eu posso até ser um pouco fraco das letras, mas é disso que tamo precisando, e até hoje ta fartando na mesa de nóis, e no coração dessa gente como o senhor falô.
Tranquilamente o homem firmou nos olhos do senhor Joaquim e perguntou.
- O senhor tem fé? Acredita em Deus?...
A conversa é bruscamente interpelada pelo senhor Joaquim como se estivesse sido ofendido.
- Ter fé? Se acredito em Deus? Moço, faz tempo que ele abandonou a gente. Ispia a nossa terra,as pranta teimam em nascer e não tem força, do mesmo jeito semo nóis.Chuva, essa nem no natal.
E o homem insiste mais uma vez.
- O senhor acredita em Deus ? Se acreditares estais trazendo esperança e amor para o teu coração. Com a tua fé, Deus vai estar mais próximo dos seus propósitos,que é ver este lugar todo florido, as pessoas de largo sorriso, onde a tristeza será mera lembrança. Que Queimados poderá se chamar “ Pedaço de Amor”.
- Oxente ! Por que o senhor faz questão de muda o nome desse lugar? Eu acho que num carece de mudar, e se mudar o nome, esta terra vai brotar tudo o que nóis prantar, encher meu bucho, e o bucho desse povo? Não, deve de tá com os miolo trocado, doido varrido. Um louco.
Raimundo que só ouvira e não falara nada, soltou a enxada e saiu em disparada a seu pai e o visitante, e lhe implora de joelhos.
- Deixa pai, quem sabe ele seja um bruxo...
Senhor Joaquim enfurecido com o que filho falara fita-o nos olhos e diz.
- Não diga bestagem seu desmiolado! Nóis num tá precisando de um bruxo, muito menos de um curandeiro.
Ele se volta para o homem com os nervos a flor da pela e enfrenta-o dizendo.
- Viu o que o senhor fez, falando bobage na frente desse disajuizado. Afinal de contas quem é o senhor? Por que quer mudar assim de uma hora pra outra o nome de Queimados, pra sei lá o quê....
- Calma, o senhor está muito nervoso. Tome um pouco de água. Respondendo as suas indagações posso lhe afirmar que sou um homem que pode mudar qualquer realidade, por mais dura que ela seja, desde que os homens estejam dispostos a mudanças em sua vida, todos tem o livre arbítrio.
- Como vou pedir ajuda a um estranho, se não sei quem é o senhor.
- Esse estranho que vos fala está em todos os lugares, de várias maneiras e situações, onde tudo vê e sabe das dificuldades que cada um enfrenta. Basta ter Deus no coração.
As palavras iam caindo fortes como os pingos da chuva, e rachavam o solo do coração do senhor Joaquim. Que lentamente caia em si. E com os olhos quase lacrimejando e voz embargada fala ao nobre homem.
- Meu Deus e senhor! Perdoa pelas palavras duras desse homem grosso,estúpido e rude que fechou as portas do coração, e não deixou que tu morasse nesse humilde lar.
- Joaquim, eu entendo a tua angústia e tua dor. Sei que não é só tu que sofre, no entanto quero falar que já te perdoei desde o primeiro instante que pisei nestas terras. Como falei, eu estou em todos os lugares e em diversas situações para testar o homem, e vê se ele é capaz de amar o próximo. De hoje em diante viverás dignamente nesta terra, dela tirarás o sustento para tua família viver feliz. Não esqueça,o amor de Deus em primeiro lugar.
Sei que não é o nome de um lugar que vai solucionar todos os problemas, mas mudanças devem existir, e é assim que “Pedaço de Amor” deve ser fortalecido, pela luz divina. Queimados é como cada um de nós, em seu nome não deve ter o brilho e a alegria para pulsar, mas sem vida ninguém vive, é preciso que haja água para florir, e a terra fica harmoniosa, lembrando sempre da fé, que o homem dependendo da posição social ele tem seu valor, não importa o valor, basta ter dignidade.
-Não devemos perder a esperança, nada é difícil, temos que ser forte, se medirmos esforços saberemos o quanto nosso tempo é valioso.
Um mês se passou e Joaquim só lembrava do que ouvira do nobre homem de fala mansa, e que trazia consigo a calmaria e bonança.À medida que o tempo passava ele ficava mais fortalecido na fé e esperança, e desde então, não baixou a cabeça. Lembrando sempre, quem espera alcança. Onde aquele que acha que seu solo está seco, pode ter a surpresa da chuva para brotar os frutos da vida.
(Manuel Lima)
As plantações de mandioca, batata doce, melancia e entre outras, não tinham forças para germinarem, os grãos que foram guardados de feijão, milho e farinha estavam chegando ao fim.
E é aqui, cercado pelo quase verde do cerrado,da caatinga e na grande abundância do xique-xique, que mora o senhor Joaquim, em um simples casebre feito de madeira nativa, e coberto com palhas de coqueiro, homem que pela idade de quarenta e dois anos, estar além do seu tempo, totalmente envelhecido pela dura vida que leva para sobreviver com sua esposa Amélia, uma mulher jovem de trinta e oito anos, meio esquálida, mas ainda emoldura uma bela face com dois maravilhosos olhos verdes-claro, que dessa união nasceram três filhos.
A luta é sempre constante para extrair do pequeno pedaço de chão que herdara de seu pai, e assim tirar o sustento da família. Mesmo assim levanta-se todos os dias por volta das cinco horas da manhã, com seu filho mais velho, o Raimundo, um jovem de dezessete anos, que devido as circunstância de sua realidade, nunca fora a escola,desde os sete anos foi praticamente obrigado a lidar com o cabo da enxada, seu único lápis, que no chão vai traçando uma história que alguém jamais quer escrever.
O dia estava um calor de rachar os miolos, a desesperança era o que brotava nos franzinos corpos de dois bravos guerreiros da caatinga. Mas Raimundo estava quase sem forças, e no vai e vem da enxada leva a manga da camisa à testa, e pergunta com voz fraca ao pai.
- Pai, quando é que nóis vai ter água da chuva pra moíá nosso chão? O pai que estava totalmente desacreditado disse:
-Fio, será que Deus tem pena de nóis? Oia, que eu já fiz de tudo pra nossa famia não morrer de sede e fome.
Sob o sol escaldante, e em meio a terra seca eles prosseguiram arando, e com um único pensamento: terem o seu próprio sustento.Senhor Joaquim faz uma pequena pause para tomar água debaixo de um enorme e velho cajueiro.Ofegante e sem fôlego pega a cabaça, uma caneca e despeja alguns pingos de água para matar a sede, enquanto Raimundo sustentar firme o cabo da enxada como numa dança compassada.Neste mesmo dia que estava apenas começando, caminha com passos firmes um emblemático e misterioso homem, aparentado calma e serenidade, à medida que trás paz na fala. Enquanto segue pelos caminhos sinuosos de Queimados um vento suave é exalado por todo povoado , como se fosse um bálsamo, mas ao mesmo tempo o distinto homem fica perplexo com o que a sua vista alcança, e de longe avista o pequeno terreno e prossegue a sua caminhada, e para enfrente ao passadiço que levava ao roçado.Parou,franziu a testa, e avistara um homem que mais parecia um ancião sentado debaixo do cajueiro, com o olhar fixo e distante do seu solo tão querido, quando de repente se assusta com a voz que dizia:
- Moço, por que essa terra e seus moradores estão tristes e moribundos?
Seus pensamentos são interrompidos, seu coração bate acelerado, no susto eleva a caneca à boca para jogar dentro do corpo a última gota de água que existira, assim podia acalmar o nervosismo. E responder com o semblante desfigurado e olhos quase fechados devidos a luz forte do sol na direção em que se encontrava o visitante.
-Quem o senhor pensa que é, pra achegar assim dessa maneira? Quase morro afogado nessa caneca de água.O homem não levara muito em conta os modos do senhor Joaquim, apenas alargou um franco sorriso,abriu as mãos, encolheu a cabeça sobre os ombros e repete as palavras para tirar a sua dúvida.
- Eu só gostaria de saber porque as pessoas deste lugar estão moribundas, esquálidas...
- Esqua... o quê?
- O que eu quis dizer é que as pessoas estão magras.
Senhor Joaquim olhou no semblante do homem, e do seu modo simples, da roça e de quem nunca conheceu as letras respondeu:
- Oia aqui moço, num carece falá enrolado, nóis tá precisando é de água pra moía nossa terra, pelo menos da chuva. Já tem tempo que tamo tentando prantar e nada vinga, eu não sei mais o que dá pros meus fios, e num exeste outro trabaio.
Após ter ouvido o senhor Joaquim o homem prontamente desfiou.
- O senhor já ouviu falar em amor e perseverança para prosseguirmos com mais entusiasmo e acreditarmos que tudo é possível quando temos fé? Não me leve a mal, mas primeiro devemos mudar o nome deste lugar.Segundo pesarmos em nosso pai maior que é Deus, assim todos terão esperança para que possam alcançar essa graça tão esperada nas lavouras, e delas tirarem o seu próprio sustento.
Com um punhado de terra seca na mão, sol escaldante e sustentado sobre a enxada senhor Joaquim ouvira tudo, mas responde do seu jeito rude.
- Mas uma vez eu pregunto.Quem o moço pensa que é, pro mode chegar dessa maneira como se fosse o dono dessa terra, e fala que quer mudar o nome de Queimados? Nóis precisa é de comida,água e terra boa pra prantação e vivê em paz como todo cristão.
Com voz serena o distinto homem responde.
- Meu caro e bom homem, eu entendo a sua angústia e desesperança.Agora entenda que é preciso que nasça dentro de cada um deste lugar a semente do amor, onde será lançada à terra e dela vermos os campos florirem, onde poderão colher e dividir o pouco que cabe a cada um.
- Oia, eu posso até ser um pouco fraco das letras, mas é disso que tamo precisando, e até hoje ta fartando na mesa de nóis, e no coração dessa gente como o senhor falô.
Tranquilamente o homem firmou nos olhos do senhor Joaquim e perguntou.
- O senhor tem fé? Acredita em Deus?...
A conversa é bruscamente interpelada pelo senhor Joaquim como se estivesse sido ofendido.
- Ter fé? Se acredito em Deus? Moço, faz tempo que ele abandonou a gente. Ispia a nossa terra,as pranta teimam em nascer e não tem força, do mesmo jeito semo nóis.Chuva, essa nem no natal.
E o homem insiste mais uma vez.
- O senhor acredita em Deus ? Se acreditares estais trazendo esperança e amor para o teu coração. Com a tua fé, Deus vai estar mais próximo dos seus propósitos,que é ver este lugar todo florido, as pessoas de largo sorriso, onde a tristeza será mera lembrança. Que Queimados poderá se chamar “ Pedaço de Amor”.
- Oxente ! Por que o senhor faz questão de muda o nome desse lugar? Eu acho que num carece de mudar, e se mudar o nome, esta terra vai brotar tudo o que nóis prantar, encher meu bucho, e o bucho desse povo? Não, deve de tá com os miolo trocado, doido varrido. Um louco.
Raimundo que só ouvira e não falara nada, soltou a enxada e saiu em disparada a seu pai e o visitante, e lhe implora de joelhos.
- Deixa pai, quem sabe ele seja um bruxo...
Senhor Joaquim enfurecido com o que filho falara fita-o nos olhos e diz.
- Não diga bestagem seu desmiolado! Nóis num tá precisando de um bruxo, muito menos de um curandeiro.
Ele se volta para o homem com os nervos a flor da pela e enfrenta-o dizendo.
- Viu o que o senhor fez, falando bobage na frente desse disajuizado. Afinal de contas quem é o senhor? Por que quer mudar assim de uma hora pra outra o nome de Queimados, pra sei lá o quê....
- Calma, o senhor está muito nervoso. Tome um pouco de água. Respondendo as suas indagações posso lhe afirmar que sou um homem que pode mudar qualquer realidade, por mais dura que ela seja, desde que os homens estejam dispostos a mudanças em sua vida, todos tem o livre arbítrio.
- Como vou pedir ajuda a um estranho, se não sei quem é o senhor.
- Esse estranho que vos fala está em todos os lugares, de várias maneiras e situações, onde tudo vê e sabe das dificuldades que cada um enfrenta. Basta ter Deus no coração.
As palavras iam caindo fortes como os pingos da chuva, e rachavam o solo do coração do senhor Joaquim. Que lentamente caia em si. E com os olhos quase lacrimejando e voz embargada fala ao nobre homem.
- Meu Deus e senhor! Perdoa pelas palavras duras desse homem grosso,estúpido e rude que fechou as portas do coração, e não deixou que tu morasse nesse humilde lar.
- Joaquim, eu entendo a tua angústia e tua dor. Sei que não é só tu que sofre, no entanto quero falar que já te perdoei desde o primeiro instante que pisei nestas terras. Como falei, eu estou em todos os lugares e em diversas situações para testar o homem, e vê se ele é capaz de amar o próximo. De hoje em diante viverás dignamente nesta terra, dela tirarás o sustento para tua família viver feliz. Não esqueça,o amor de Deus em primeiro lugar.
Sei que não é o nome de um lugar que vai solucionar todos os problemas, mas mudanças devem existir, e é assim que “Pedaço de Amor” deve ser fortalecido, pela luz divina. Queimados é como cada um de nós, em seu nome não deve ter o brilho e a alegria para pulsar, mas sem vida ninguém vive, é preciso que haja água para florir, e a terra fica harmoniosa, lembrando sempre da fé, que o homem dependendo da posição social ele tem seu valor, não importa o valor, basta ter dignidade.
-Não devemos perder a esperança, nada é difícil, temos que ser forte, se medirmos esforços saberemos o quanto nosso tempo é valioso.
Um mês se passou e Joaquim só lembrava do que ouvira do nobre homem de fala mansa, e que trazia consigo a calmaria e bonança.À medida que o tempo passava ele ficava mais fortalecido na fé e esperança, e desde então, não baixou a cabeça. Lembrando sempre, quem espera alcança. Onde aquele que acha que seu solo está seco, pode ter a surpresa da chuva para brotar os frutos da vida.
(Manuel Lima)
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