Este será um espaço de comunicação para eu divulgar as minhas poesias e fotografias, além de compartilhar com outros valores artísticos culturais.E assim viabilizar o acesso a arte àqueles que tem sensibilidade. Manuel Lima
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
À sombra de uma árvore
Meu coração se enche de luz a olhar as maravilhosas árvores que o criador plantou. E diante dessa imensidão quero dizer que desejo à sombra de uma árvore que dá abrigo, e não nega o repouso a quem se sente afrontado e cansado após enfrentar um sol escaldante.
Então, debaixo desta árvore abro os braços, sinto a brisa bater na minha face e digo: se é a mim, e a outros que dais abrigo, de certo modo procuro compreender, e não excluir o ombro que pode amparar-me para dar-me apoio. Assim, neste momento de reflexição e ordenamento de minha alma, empreste-me o teu ouvido, e a tua paciência, porque o teu coração, concertesa consegui chegar e fazer com que ele esteja voltado, não só para mim, mas para todos aqueles que a sociedade os despreza.
O teu colo amigo, é minha casa, a tua generosidade o irmão que me faz esquecer os problemas. Quanto ao teu calor humano posso dizer que é a cama na qual eu repouso e adormeço, no cansaço de um “NÃO” duro e cruel pelo desprezo da sociedade.
Eu não tenho culpa de ser o fruto podre que a sociedade e a comunidade plantaram e tão pouco quisera colher. Também quero indagar: o que quer dizer fraternidade? Será que fraternidade é sinônimo de desprezo? Creio que não, creio que ser fraterno é fazer um gesto de amor, de ajuda mútua e carinho. Compartilhando as nossas virtudes na sensatez que há em todo cristão.
Nossa história amigo, não é uma fábula, muito menos literatura criada, mas uma história real, diante do que o homem foi predestinado. E a vida que tenho não foi inventada por mim, e sim, escrita a partir dos preceitos de minha família.
Contigo Ficarei
Vamos ao mar! Gritou um tripulante do veleiro. Enquanto em terra firme, sentada numa pequena jangada encontrava-se Amélia, aflita e cheia de cuidados fazendo mil recomendações, e olhando o seu esposo organizar as redes de pesca,e mantimentos para uma longa aventura.
- Godofredo, deixa essa idéia absurda de velejar, tu bem sabes que o mar é perigoso.Escuta-me querido, meu coração e eu estamos imaginando noticias do “Contigo Ficarei” em manchetes de jornais, revistas e televisão. Godofredo ouviu tudo paciente como de costume, e soltou de dentro do seu velho peito.
- Caríssima, durante todos esses anos foram de aventuras, ao enfrentar o mais impossível e indestemível que é o mar. No teu colo nada temerei ,a não ser a morte, pois esta quando arrasta é como um vendaval,arrasa tudo, abalando as menores estruturas. Olhe para ele e escute a sua voz, tu devias estar acostumada, em seus braços não sinto o calor que tem o corpo, como sei que mais frio é o beijo da morte. Fé em Deus,só ele sabe dos desígnos do homem.
Nesse instante, o que mais importa para este homem, é estar corpo a corpo com as águas, que em pensamento dizia. – Tu, oceano sem fim, abraças esse imenso mundo com o teu sangue azul, desafiando aos indestemidos a beberem esse licor, para um último suspiro... mar adentro, vai partir o “Contigo Ficarei”.
Pronto e preparado Godofredo dá um longo e forte abraço em sua esposa, depois a beija ardentemente. Deixando um anjo à sua espera, enquanto debulha um teço pedindo coragem e proteção a Deus e a todos os santos para que o ilumine.
E eis que Godofredo e seus amigos partem em busca de aventuras. Como não bastasse a preocupação de Amélia, as gaivotas sobrevoam os céus, dão boas vindas e murmuram.
- Homens que deixam a terra, e buscam desbravar os mares, lembreis que estes cabelos que os senhores pisam, tem o costume de absorvê-los no fundo dos seus caracóis, na fúria louca de seus devaneios.
Imagens da praia de Quixaba
As belezas da praia de Quixaba na famosa cidade dos bons ventos, Aracati, situada no estado do Ceará.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
O Desespero da Fivela
Na comodidade dos tempos tudo leva a crer que somos úteis, e somos, quando há motivo de amor e zelo. Já a paz quer derrubar o ódio e amenizar a dor... – Me desculpe de tão nervosa não falei meu nome, pode até ser engraçado, mas me chamam de “ Fivela”. Sou simples com bolinhas no corpo e dois caninhos dourados na cintura. Por favor, me ajude! Não sei se minha dona me esqueceu ou jogou-me no mundo como uma pessoa abandonada sem lar e sem pão. Estou perdida sem saber pra onde ir...olhe onde fui parar. Numa linha de montagens de sapatos. E é aqui que ela trabalha, nesta fábrica de sapatos. Lanolli estava surpreso e ao mesmo tempo confuso, mas tentou manter a calma e perguntou.
- Quem é você?
- Eu... eu... sou uma Fivela abandonada. Estou aqui, reclamando da minha má sorte.
-Tenha calma, eu vou tentar resolver o seu problema. Só peço que confie em mim, e acredite que você não está sozinha.
A fivela estava muito nervosa e chorava sem parar.
- Agora, diga-me, o que uma simples fivela como eu faz aqui? Esse lugar não combina comigo, não faz sentido. O meu lugar é em uma bonita penteadeira, dentro de uma luxuosíssima caixinha de jóias.
Lanolli que sempre dava um jeitinho para ajudar as pessoas, não hesitou, rapidinho pensou em fazer um anúncio e colar no portão de entrada da fábrica, assim quem visse e fosse ler o estava escrito falaria para a dona da Fivela , se acaso a encontrasse.
- Olha fivela, modéstia a parte eu sou muito bom em fazer anúncios de objetos perdidos. Não se preocupe, está bem?
Ainda com lágrimas nos olhos e soluçando falou a fivela.
- Você faria isso por mim, meu amigo? Se é assim que posso chamar.
- Lógico que sim, afinal de contas para que serve os amigos, hein?
- Lanolli, só você mesmo, já estou me sentindo mais aliviada e segura ao seu lado.
- Assim você me deixa sem graça. Mas vamos ao que nos interessa.
A Fivela ficou meio temerosa para fazer um simples pedido a Lanolli, mas respirou fundo, colocou a vergonha de lado, e mirou bem direto nos olhos do amigo e falou.
- Tenho um pedido para lhe fazer.
- Faça quantos quiser. O que foi dessa vez?
- Que tu não sejas igual a pessoa que me abandonou...
- Que é isso Fivela! Jamais eu deixarei você sozinha enquanto estiver comigo.
Depois de muito conversarem, Lanolli pegou papel e caneta e começou a escrever o anúncio. Quando ficou pronto ele pregou o anúncio no portão, bem na hora em que todos os empregados entravam. Um deles se aproximou e começou a ler. Ao término do anúncio ele chamou Lanolli e perguntou.
- Lanolli, que piada é aquela que está colada no portão?
- Não é piada Pedro, o que está escrito lá é tudo verdade.
Pedro ficou boque aberto com a convicção de Lanolli, e abriu o saco de asneiras.
- Não, você só pode estar de gozação com a gente. Onde já se viu, fivela falar que foi abandonada. Se eu fosse você eu tirava aquele papel do portão, daqui a pouco vão dizer que tu estás louco.
- Quem está louco é você que não sentimentos. E tão pouco entende a dor dos outros, palhaço!
O anúncio que Lanolli fez foi motivo de piada, mas logo surtiu efeito. A dona da Fivela ficou sabendo e logo procurou Lanolli para ter a certeza do que estava acontecendo.
- Lanolli, que piada é essa de fivela perdida? Perguntou toda ansiosa e interessada a moça.
- Não é piada não, senhora, o que está escrito lá é tudo verdade. Eu encontrei sim, uma fivela aqui na linha de montagem de sapatos, triste e desesperada.
A curiosidade na moça foi aumentando, e ela começou a perguntar.
- E como é essa fivela, você pode me dizer?
- Claro, ela é de bolinhas, com caninhos dourados na cintura.
Após a descrição uma leve lágrima desceu pela face da bela moça, que não conseguiu conter a emoção.
- Não acredito, essa é a minha fivela. Ai, que alivio, já estava desesperada, sem saber o dizer para minha mãe. Esta fivela foi um presente que eu ganhei quando completei 15 anos, e jamais eu a abandonaria. Talvez por um momento o cabelo tenha se desmanchado, com isso ela caiu.
- Quer dizer que você é a dona da fivela?
-Sou eu sim!
-Nossa, eu não acredito que deu certo o anúncio.
Lanolli pulou de alegria, por ter ajudado sua amiga a encontrar a verdadeira dona.
- Obrigado Lanolli, por ter cuidado da minha fivela. Mas onde ela está? E o que eu posso fazer para recompensá-lo?
- Que é isso, desse jeito você me ofende. O que fiz não foi mais do que a minha obrigação. Ajudar a solucionar um problema, e que ele fosse resolvido. Agora ela está bem guardada, esperando o desfecho feliz dessa história.
- Aqui está, mas não a perca outra vez, ame-a com todo o seu coração. A solidão é o pior dos sentimentos. Sentir-se rejeitado é mais terrível para qualquer ser deste planeta.
- Você falou coisas tão bonitas, que mexeram comigo. Mas pode deixar que a partir de hoje, eu serei mais cuidadosa com todos à minha volta. Finalmente todos ficaram felizes. Lanolli por ter ajudado a Fivela a encontrar a sua verdadeira dona, e sua própria dona a reencontrar o seu estimado objeto de valor.
Essa é mais uma história que pode acontecer com qualquer um, pois o destino não olha a quem, por isso, quando encontrar alguém com dificuldades não pense duas vezes, ajude-o, não importa como vem a recompensa. O que importa é o amor e a solidariedade que podemos fazer ao próximo.
Manuel Lima
Amanhã
Quando o sol surgir
e aquecer teu coração
pense no amanhã que se levanta,
pois nada é feito de ilusão.
A humanidade precisa de você!
não esconda seus sentimentos,
permita que o desejo
toque em tua alma
nas primeiras horas
que se faz o dia.
Antes que tudo se acabe,
antes que teu corpo
perca o beijo,
perca o amor
e a paixão.
Manuel Lima
sábado, 5 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Á beira de um rio
Cetra vez estava um velho e um jovem à beira de um rio para pescarem, o velho que fora pescador durante anos interrompeu a sua missão porque perdeu uma de suas pernas na última pescaria, em que sempre trazia o sustento para sua família. No começo foi difícil para eu me acostumar com algo que perdi, e que fazia parte de mim, mas me apeguei com Deus, que foi e sempre será o meu companheiro de todas as horas. Falou o velho ao jovem. E o jovem que ouvira as duras palavras do velho deu um longo suspiro e perguntou.
- E isso é ruim para o senhor? O velho responde.
- Não, filho, porque eu perdi só uma perna, ruim seria se tivesse perdido a vida, e hoje eu não estaria aqui contando a você como sobrevivi. Porque a dor você pode suportar quando tem fé e esperança para prosseguir a caminhada, sabemos que ela vai estar ali, se quisermos que ela esteja presente, mas quando temos Deus para nos dar o conforto ela jamais vai se manifestar. Estais vendo este rio? Ao longo de sua vida ele sofreu graves consequências, tanto da natureza, quanto do homem. Mas mesmo assim ele continua resistindo e mostrando para todos nós que é forte, e que as lágrimas que derramou sempre vão ao encontro do conforto de outro leito que desagua longe daqui.
Não esqueça filho, ao nosso lado sempre tem um ombro amigo para nos amparar, nunca estamos sozinho, lembre-se sempre o homem não caminha sozinho com sua dor, muito menos nas horas de alegrias, a partilha é fundamental no reino dos homens que tem alma e coração. A luz da vida nos ilumina, e nos faz pensar que estamos sempre começando.
Manuel Lima
Reciclar para enfeitar
Oficina de Artesanato
Durante os dias 20 e 28 de outubro de 2011 no NIT Fortim a artesã Cláudia Alcântara ensinou a alguns professores da rede pública de ensino de Fortim como aproveitar as caixas de leite que jogamos fora. Sob a sua orientação fizemos uma carteira, um puxa-saco e uma bolsa.
Com sugestões simples podemos enfeitar a nossa vida, e deixarmos os nossos momentos mais felizes.
O que você está esperando? Com o reaproveitamento de materiais que são jogados no lixo dar um colorido e beleza na nossa casa, e até presentear.
sábado, 15 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
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